Quando eu era um menino...

Janelas abertas

Janelas abertas Eu via o sol que brilhava; Os meninos que brincavam; O vento que balançava cada árvore do meu quintal; Via as montanhas que me convidavam ao desafio. Via passar na rua pessoas estranhas e conhecidas; Eu via tristezas; Via alegrias; Vidas que iam e voltavam não se sabe de onde e nem para onde. Quantas vezes quis participar; Ver era pouco para mim; Quantas vezes quis ouvir; Mas o silêncio habitava aqui dentro. Muitas vezes chorei com vontade de brincar; Solucei até dormir cansado pelo choro; Muitas vezes entristeci; Mas não deixei de sonhar. Outras vezes não olhei, não queria chorar; Outras vezes não quis escutar as brincadeiras alegres lá fora; Mas todas as vezes sempre quis as janelas abertas; Mas ela sempre fechada, me fechavam em seu mundo. Mas não fiquei refém das janelas que me separavam do mundo; Um dia entendi que precisava abri-las; Tomada a decisão fui ao seu encontro; Ao abri-las, todos os sons, todas as cores, todos os sonhos foram encontrados por mim, tão perto, apesar de sempre imaginá-los tão longe.

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